Primeiro-ministro anunciou que a partir do dia 15 de junho as rotas do tráfego aéreo serão retomadas e assegurou que os aeroportos portugueses estão preparados para isso ao cumprirem todas as normas de higienização e de segurança.

António Costa sublinhou esta sexta-feira, no Aeroporto de Lisboa, que aos portugueses que vivem, estudam e trabalham lá fora nunca poderá ser negado o direito de regressarem a casa. “Assim como todos aqueles estrangeiros que tivemos o gosto de poder acolher nos últimos anos, que escolheram Portugal para viver, estudar, trabalhar, nunca lhes podíamos fechar também as portas para poderem regressar aos seus países de origem ou irem visitar os seus familiares”.

Nesse sentido, apontou, a manutenção do aeroporto foi “essencial” para “afirmar uma das características essenciais do nosso país: somos e continuaremos a ser um país aberto ao mundo”. “E essa abertura para o mundo fez-se na história pelo mar, continua hoje a fazer-se pelo mar, por terra, mas faz-se também, essencialmente pelo ar”.

Na declaração após a visita ao Aeroporto de Lisboa, António Costa considerou “absolutamente vital ” que tenhamos bem a noção que esta crise conjuntural que a aviação civil está a enfrentar (…) é uma crise conjuntural“. “Aquilo que virá necessariamente a seguir, de uma forma mais rápida ou mais lenta, vai ser o retomar daquilo que são as oportunidades de as pessoas poderem livremente circular à escala global”.

Por isso, destacou o chefe do Executivo, “é muito importante que estejamos preparados, a partir de 15 de junho vão ser reativadas rotas, abertas fronteiras e vai ser feito o esforço conjunto no quadro da UE para que o Turismo retome em pleno a sua atividade.

O primeiro-ministro avisou que para que para que tal aconteça “é fundamental que os passageiros saibam que podem viajar em segurança”, acrescentando que os “aeroportos são um ponto absolutamente crítico”, uma vez que se tratam de pontos “onde se cruzam pessoas vindas de todo o mundo”.

Por isso, “as garantias de higienização e as normas de segurança nos aeroportos são a maior garantia de que a reabertura do tréfego não é um fator de risco não controlado do desenvolvimento desta pandemia“, prosseguiu.

António Costa disse ainda que pôde testemunhar, desde a higienização pessoal de quem circula no aeroporto, a higienização do espaço e dos equipamentos, e o “esforço” no check-in  e na criação de circuitos para evitar contágios. O que lhe permite afirmar que o país está pronto para este passo.

“Creio que posso dizer aquilo que a DGS já disse e instituições internacionais disseram: o Aeroporto de Lisboa, os aeroportos de Portugal, cumprem as normas de segurança e estão prontos para acolher o tráfego aéreo com toda a normalidade”